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Uma equipa de investigadores dos EUA recebeu autorização para começar a testar implantes oculares "biónicos" em 75 pessoas. O sistema poderá estar disponível no mercado dentro de dois anos. O sistema, denominado “Argus 2”, usa uma câmara acoplada aos óculos para enviar imagens a eléctrodos implantados na retina do seu utilizador. Pacientes que testaram versões anteriores do produto disseram ter sido capazes de perceber luz, formas e movimento. Acredita-se que o aparelho possa ajudar pessoas que tenham ficado cegas devido a certos tipos de doença, tais como a DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade) ou a Retinite Pigmentosa. Ambas as doenças conduzem as células da retina à morte progressiva. No Argus 2, é usada uma câmara para captar as imagens e uma unidade de processamento - aproximadamente do tamanho de um pequeno computador de mão que é acoplada num cinto -, que converte a informação visual em sinais eléctricos. Esses sinais são então enviados de volta aos óculos e também a um receptor colocado em baixo da superfície da parte frontal do olho. Esse receptor, por sua vez, envia os sinais aos eléctrodos na parte posterior do olho. O novo "olho biónico" usa 60 eléctrodos na retina e proporciona uma maior resolução do que aparelhos do tipo desenvolvidos até ao momento. O implante colocado dentro do olho também é menor, com cerca de um milímetro quadrado, o que reduz a cirurgia necessária para instalar o aparelho. Os testes autorizados nos EUA, necessários antes da tecnologia ser patenteada, vão ocorrer em cinco diferentes localidades do país e envolver pacientes com mais de 50 anos. O Argus 2 poderá ser comercializado logo depois dos testes, com um custo estimado em 30 mil dólares.
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