Bem-Vindos Welcome Bienvenido

Bem-vindos à Óptica Atlantis, um espaço totalmente dedicado ao mundo da óptica e aos seus componentes em que você pode consultar e retirar informações sobre óptica, consultar novidades e noticias relacionadas com este tema. A função deste espaço é ajudá-lo a compreender melhor os seus olhos e a sua visão.

"Os olhos são os senhores da astronomia e os autores da cosmografia; eles desvendam e corrigem toda a arte da humanidade; conduzem os homens ás partes mais distantes do mundo; são os príncipes da matemática, e as ciências que os têm por fundamento são perfeitamente correctas.Os olhos medem a distância e o tamanho das estrelas; encontram os elementos e suas localizações; eles... deram origem à arquitectura, à perspectiva, e à divina arte da pintura...Que povos, que línguas poderão descrever completamente sua função! Os olhos são a janela do corpo humano pela qual ele abre os caminhos e se deleita com a beleza do mundo".


>>>>>>>>Este Espaço está em permanente actualização<<<<<<<<

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Falta de Glicose...

Baixos níveis de glicose no sangue podem levar à perda de visão, segundo um estudo do Departamento de Oftalmologia da SUNY Upstate Medical University e do Departamento de Bioquímica da Albert Einstein College of Medicine, EUA. O estudo tentou avaliar como a baixa taxa de glicose influencia as células da retina. O grupo, liderado por Robert Barlow, da Suny, verificou que os ratinhos geneticamente modificados para não absorver correctamente a glicose perderam níveis de acuidade visual aos 10 meses de idade. Os ratinhos com níveis normais de glicose mantiveram a acuidade até os 16 meses. O estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), também verificou que o restabelecimento de níveis normais de glicose no sangue através de dieta contribuiu para adiar o problema. Os resultados do estudo, segundo os cientistas, ressaltam a importância de manter o controlo dos níveis de açúcar no sangue durante o tratamento de doenças como a Diabetes, que tem episódios recorrentes de hipoglicemia.

Lente inovadora para astigmatas

Uma nova lente intra-ocular, a Acrysof Tórica, a primeira que corrige o astigmatismo, foi colocada pela primeira vez em Portugal, no Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (CHBA), num paciente do sexo masculino, com 74 anos, e que também sofria de catarata. O implante cirúrgico da lente foi gravado ao vivo e transmitido em directo para uma sala do Hotel de Santa Eulália, em Albufeira, local onde este ano se reuniram em congresso centenas de Oftalmologistas. A nova lente, que traz avanços no tratamento do Astigmatismo, tem o preço de fábrica de cerca de 300 euros, e foi lançada nos EUA em finais de Abril. Esta lente é a última revolução no tratamento de doentes seniores que necessitem de uma correcção de Astigmatismo, para que possam ficar a ver com nitidez tanto ao longe como ao perto. "Hoje em dia todas as pessoas com mais de 70 anos têm Cataratas e com o avanço tecnológico avança-se para o tratamento com cirurgia", contudo muitos pacientes continuavam a não conseguir focar com nitidez os objectos por padecerem de Astigmatismo, explicou o especialista Fernando Vaz e presidente da Cirurgia Implanto-Refractiva de Portugal (CIRP). A CIRP é uma Secção da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia que agrupa a maioria dos Oftalmologistas portugueses que se dedicam ou interessam pela área da Cirurgia de Córnea, Refractiva e Catarata. Uma outra cirurgia apresentada no congresso do CIRP permitiu corrigir uma Miopia sem recorrer à sutura para uma recuperação imediata. A cirurgia apresentada veio demonstrar que nos casos onde não se pode utilizar o laser, seja possível colocar lentes multi-focais sem recurso a suturas e tendo recuperações imediatas.

domingo, 30 de setembro de 2007

Omega 3


Estudo publicado na “Nature Medicine” dá conta que a ingestão diária de ácidos gordos Ómega 3 ajuda a prevenir diversas doenças dos olhos.Uma alimentação diária com uma maior dose de ácidos gordos Ómega 3 ajuda a prevenir várias Doenças Oftalmológicas, revela um estudo publicado na revista científica “Nature Medicine”. De acordo com o estudo, o Ómega 3 contribuiria para evitar o desenvolvimento, entre outros, da chamada Retinopatia da Prematuridade (que afecta os bebés nascidos antes das 37 semanas de gestação), e da Retinopatia Diabética. Para chegar a esta conclusão, os especialistas estudaram a influência do Ómega 3 nos vasos sanguíneos da retina que, quando extravasam devido a alguma destas doenças, formam tecidos fibrosos que tornam confusa a imagem enviada ao cérebro. Os cientistas observaram que, ao aumentar a presença do Ómega 3 na dieta, se reduzia o aumento desmesurado do sangue nos vasos da retina, o que evitaria o desenvolvimento de algum tipo de cegueira. "Os resultados indicam que o aumento das fontes de Ómega 3 ou dos seus produtos bioactivos reduz o desenvolvimento incontrolado de novos vasos sanguíneos", explicam os cientistas no artigo da revista. "As dietas ocidentais normalmente têm pouco Ómega 3, e os bebés prematuros estão carentes destes ácidos, porque a mãe o transmite durante o terceiro trimestre da gestação", acrescentam. Por isso, os especialistas recomendam a ingestão de suplementos de Ómega 3 para prevenir a Retinopatia.

Estereopsia

Na visão binocular a imagem é captada pelos olhos individualmente e transmitidas ao cérebro, que deve ser capaz de medir essas diferenças e fundi-las, resultando em uma visão estéreo ou estereopsia.A visão binocular dá a sensação espacial das imagens, com diferenças proporcionais à profundidade relativa aos objetos no campo visual, e ainda que vejamos duas imagens de um mesmo objeto (uma por meio de cada olho) percebemos apenas uma.No dia-a-dia esta sensação espacial, chamada estereopsia, é imprescindível para a orientação quanto a distância dos objetos para se movimentar sem bater nos móveis e objetos em casa, por exemplo.
As imagens colhidas pelos dois olhos (visão binocular), para que funcionem em uma só, deverão ter o ponto alinhados e capazes de enxergar imagens semelhantes (funcionalmente homólogo das duas retinas). Quando isso não ocorre, passa-se a ter visão duplicada dos objetos (diplopia).Existem várias situações em que se pode perder esta capacidade de visão binocular, entre as quais se encontram: estrabismos (desvio ocular), perda visual severa de um dos olhos(trauma, doenças oculares etc.), diferença muito grande entre o “grau” de cada olho(anisometropia), doenças neurológicas como paralisias etc.
A visão é um dos mais importantes sentidos para um desenvolvimento físico e cognitivo normal no ser humano. O desenvolvimento motor e a capacidade de comunicação ficam prejudicados com uma deficiência visual.
Há vários dispositivos de visualização que se aproveitavam da estereopsia para criar ilusões de profundidade em imagens de paisagens, monumentos arquitetônicos etc. As obras do artista holandês Maurits Cornelis Escher (1898-1972) são um bom exemplo da estereopsia aplicada às artes gráficas.

Enoftalmia


Enoftalmia ou enoftalmo é o afundamento do globo ocular dentro da órbita. Pode ser congênita ou adquirida devido a uma mudança da relação volumétrica entre a cavidade óssea (órbita) e o seu conteúdo.

Doença de Stargardt

A doença de Stargardt, ou fundus flavimaculatus, tem sido vastamente relatada como uma doença genética recessiva autosomatica associada a degeneração macular juvenil que causa perda de visão progressiva, embora várias estirpes predominantes têm sido relatadas. É a degenerescência macular juvenil hereditária mais comum.
A doença foi descoberta em 1909 por Karl Stargardt, um oftalmologista de Berlim.
Em 1997, foi descoberto que mutações no gene ABCA4 causam a doença de Stargardt. As mutações causam a produção de uma proteína disfuncional que não consegue realizar o transporte de energia de e para as células fotoreceptoras na retina. Essas células fotoreceptoras então degeneram, causando a perda de visão.
As pessoas afectadas pela doença de Stargardt sofrem de sensibilidade a luz forte; mesmo os dias nebulosos não oferecem conforto. À medida que a doença progride, pode dar origem a dor e diminuição da visão. A visão é afectada primeiro no centro do campo de visão, deixando a visão periférica intacta. Os sintomas, que usualmente aparecem antes dos 20 anos de idade, incluem visão ondulada, zonas cegas no campo de visão, visão turva, e dificuldade de adaptação a luz enfraquecida.

Coloboma


O Coloboma, também chamado de síndrome dos olhos de gato, é uma malfomação congênita, hereditária na forma de defeito ocular isolado, ou produzida pela ação de drogas ou agentes infecciosos, podendo atingir uma das estruturas de um ou de ambos olhos, tal como a íris, a coróide, a pálpebra, a retina e o nervo ótico. A patologia afeta uma a duas pessoas em cada dez mil.
O coloboma resulta do fechamento deficiente da fissura embrionária, na fase intra-uterina, durante o primeiro ou segundo mês de gestação. Consoante sua localização e extensão, o dano à visão poderá ser severo, ou não. Quando se limita à íris, não há problema, ao contrário do que ocorre quando a malformação atinge o nervo ótico e a retina.

Cianoacrilato


Cianoacrilato é um tipo de adesivo criado acidentalmente por Harry Coover em 1959 e que deu origem à super cola, conhecida como Super Bonder.
Foi utilizado pela primeira vez em procedimentos oftalmológicos em 1963. Neste procedimento, ele é usado para selar perfurações na córnea. Nesta técnica ele possui a vantagem de servir de apoio ao crescimento do tecido cicatricial, possuir ação bacteriostática e inibir a migração de células inflamatórias.

Anomaloscópio de Nagel

O anomaloscópio de Nagel consiste em um aparelho utilizado para diagnóstico de problemas de percepção cromática, principalmente o daltonismo.
O exame consiste em dividir o campo de visão do paciente em duas partes. Uma delas é iluminada por uma luz monocromática amarela padrão, enquanto a outra é iluminada por uma diversas luzes monocromáticas verdes e vermelhas (RGB). O examinado deve mexer em botões de ajuste para tentar igualar as tonalidades dos dois campos visuais, alterando a razão entre a intensidade das luzes vermelha e verde, e modificando a intensidade da luz amarela. Através da comparação entre a tonalidade real e a visualizada pelo paciente é possível determinar qual o tipo e o grau do daltonismo.

Aniseiconia

Aniseiconia - Situação em que a imagem vista por um olho é diferente daquela vista pelo outro olho. A diferença no tamanho ou forma das imagens dos dois olhos pode ser anatomicamente determinada por uma diferença na distribuição dos elementos da retina ou pode ser um fenômeno óptico que depende da diferença no tamanho das imagens formadas na retina (diferença na refração).Além das diferenças de tamanho também ocorrem diferenças de nitidez entre os olhos. Quando há uma correção com óculos ou lentes de contato, a diferença de nitidez desaparece, mas a disparidade de tamanho se mantém. Essa disparidade de tamanho, entre imagens retinianas nítidas, recebe o nome de aniseiconia.

Aniridia

A aniridia é uma doença rara, que consiste na falta congênita da íris do olho. Pode afetar um só olho, mas é mais freqüente que afete os dois. É geralmente acompanhada de outros transtornos como: cataratas, glaucoma, estrabismo, entre outros. Pode também existir em paralelo com outras alterações sistêmicas relacionadas com os rins e com atraso mental.
É uma doença congênita e hereditária. Transmite-se a 50% dos descendentes de uma forma autossômica dominante.
É resultado de uma delecção do gene PAX 6, localizado no cromosoma 11, p13, provocando falta de desenvolvimento no globo ocular.

Afacia

A Afacia é a falta do cristalino no olho. A causa mais freqüente é a extração do cristalino por catarata senil, traumática ou congênita.
A pessoa que tem afacia (afácico) perde o efeito de filtro do cristalino para os raios ultravioleta, necessitando portanto de um período de adaptação a essa nova condição visual, que será de uma visão transitoriamente azulada. O olho fica altamente hipermétrope.

Acromatopsia

A Acromatopsia é uma doença dos olhos, é caracterizada pela impossibilidade de distinguir as cores. É o resultado da não percepção das três cores fundamentais: (vermelho, verde e azul). A acromatopsia pode ser total: as pessoas que dela padecem não distinguem senão as diferenças de intensidade luminosa. As cores claras dão uma impressão de branco ou pardo; as cores escuras dão uma impressão de cinzento escuro ou preto. Na acromatopsia parcial, o olho não distingue certas cores, como ocorre no daltonismo.

Teste de Cores de Ishihara


O Teste de cores de Ishihara é um teste para detecção do daltonismo.
Recebeu esse nome devido ao Dr. Shinobu Ishihara (1879-1963), um professor da Universidade de Tóquio, que foi o criador desses testes em 1917.
O exame consiste na exibição de uma série de cartões coloridos, cada um contendo vários círculos feitos de cores ligeiramente diferentes das cores daqueles situados nas proximidades. Seguindo o mesmo padrão, alguns círculos estão agrupados no meio do cartão de forma a exibir um número que somente será visível pelas pessoas que possuírem visão normal.
Ao todo são exibidas 32 placas para identificação dos algarismos ocultos entre os círculos. O número de acertos pode variar conforme o grau e o tipo de daltonismo.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Funcionamento do Olho


O Funcionamento do Olho pode ser descrito da seguinte forma: Os raios de luz penetram na córnea e são refractados pela 1ªvez,atravessam então a câmara anterior que contém o humor aquoso,atingindo o cristalino e o humor vitreo. O Cristalino converge os raios luminosos que o atravessa, após ter atravessado o humor vitreo, a luz encontra a retina. As verdadeiras células da visão encontram-se na retina, que se transforma no nervo óptico. A imagem que surge nesta menbrana é levada, como um impulso, até ao centro da visão,situado no lobo occipital do cérebro.

Lentes Justapostas

As lentes justapostas são pares de lentes com separação nula entre elas,este tipo de lentescorrigem a aberração cromática causada pela decomposição da luz branca ao atravessar uma única lente. Com a Justaposição de lentes constituidas por materiais de indices de refracção diferentes a aberração cromática é corrigida.

Refringência

A Refringência é a resistência que um determinado meio oferece à passagem da luz.
Meio mais refringente(+) tem maior densidade,menor velocidade e menor comprimento de onda.
Meio menos refringente(-) tem menor densidade,maior velocidade e maior comprimento de onda.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Ilusões Ópticas



O termo Ilusão de óptica aplica-se a todas ilusões que «enganam» o sistema visual humano fazendo-nos ver qualquer coisa que não está presente ou fazendo-nos vê-la de um modo erróneo. Algumas são de carácter fisiológico, outras de carácter cognitivo.
As ilusões de óptica podem surgir naturalmente ou serem criadas por astúcias visuais específicas que demonstram certas hipóteses sobre o funcionamento do sistema visual humano. Imagens que causam ilusão de óptica são largamente utilizados nas artes, por exemplo nas obras gráficas de M. C. Escher.

A explicação possível das ilusões ópticas é debatida extensamente. No entanto, os resultados da investigação mais recente indicam que as ilusões emergem simplesmente da assinatura do modo estatístico e empírico como todos os dados perceptivos visuais são gerados.
Os circuitos neuronais do nosso sistema visual evoluem, por aprendizagem neuronal, para um sistema que faz interpretações muito eficientes das cenas 3D usuais, com base na emergência no nosso cérebro de modelos simplificados que tornam muito rápida e eficiente essa interpretação mas causam muitas ilusões ópticas em situações fora do comum.
A nossa percepção do mundo é em grande parte auto-produzida. Os estímulos visuais não são estáveis: por exemplo, os comprimentos de onda da luz reflectida pelas superfícies mudam com as alterações na iluminação. Contudo o cérebro atribui-lhes uma cor constante. Uma mão a gesticular produz uma imagem sempre diferente e, no entanto, o cérebro classifica-a consistentemente como uma mão. O tamanho da imagem de um objecto na retina varia com a sua distância mas o cérebro consegue perceber qual é o seu «verdadeiro» tamanho. A tarefa do cérebro é extrair as características constantes e invariantes dos objectos a partir da enorme inundação de informação sempre mutável que recebe. O cérebro pode também deduzir a distância relativa entre dois objectos quando há sobreposição, interposição ou oclusão. E pode deduzir a forma de um objecto a partir das sombras. O que implica uma aprendizagem da perspectiva linear. No entanto, existem vários tipos de ilusões de distância e profundidade que surgem quando esses mecanismos de dedução inconsciente resultam em deduções erróneas.
A imagem da retina é a fonte principal de dados que dirige a visão mas o que nós vemos é uma respresentação “virtual” 3D da cena em frente a nós. Não vemos uma imagem física do mundo, vemos objectos. E o mundo físico em si não está separado em objectos. Vemos o mundo de acordo com a maneira como o nosso cérebro o organiza. O processo de ver é um de «completar» o que está em frente a nós com aquilo que o nosso cérebro julga estar a ver. O que vemos não é a imagem na nossa retina - é uma imagem tridimensional criada no cérebro, com base na informação sobre as características que encontramos mas também com base nas nossas «opiniões» sobre o que estamos a ver.
O que vemos é sempre, em certa medida, uma ilusão. A nossa imagem mental do mundo só vagamente tem por base a realidade. Porque a visão é um processo em que a informação que vem dos nossos olhos converge com a que vem das nossas memórias. Os nomes, as cores, as formas usuais e a outra informação sobre as coisas que nós vemos surgem instantaneamente nos nossos circuitos neuronais e influenciam a representação da cena. As propriedades percebidas dos objectos, tais como o brilho, tamanho angular, e cor, são “determinadas” inconscientemente e não são propriedades físicas reais. As ilusões surgem quando os “julgamentos” implícitos na análise inconsciente da cena entram em conflito com a análise consciente e raciocinada sobre ela.
A interpretação do que vemos no mundo exterior é uma tarefa muito complexa. Já se descobriram mais de 30 áreas diferentes no cérebro usadas para o processamento da visão. Umas parecem corresponder ao movimento, outras à cor, outras à profundidade (distância) e mesmo à direcção de um contorno. E o nosso sistema visual e o nosso cérebro tornam as coisas mais simples do que aquilo que elas são na realidade. E é essa simplificação, que nos permite uma apreensão mais rápida (ainda que imperfeita) da «realidade exterior», que dá origem às ilusões de óptica.

O sistema visual «conhece a perspectiva», e isso é-nos muito útil para interpretar uma imagem tridimensional. Mas isso gera algumas ilusões, quando numa figura plana há pistas que enganam o sistema visual e o levam erradamente a fazer uma interpretação usando a perspectiva.
Em situações usuais, quando o sistema visual detecta linhas que parecem paralelas (embora na imagem da retina não o sejam), usa o seu ângulo para estimar o ângulo do nosso olhar relativamente ao solo. É um mecanismo automático que nos é muito útil. Mas o que se passa é que o sistema visual por vezes o usa erradamente no caso de certas figuras planas em que não se parece justificável.

O sistema visual usa o ângulo entre as duas rectas laterais para estimar o ângulo do nosso olhar relativamente ao solo. E isso faz com que pense que a linha de baixo está mais próxima. Ora, se ambas têm a mesma aparência visual e a linha de cima está mais longe, então ela deve ser na realidade mais longa. E é assim mesmo que a vemos. O sistema visual (julgando estar a ser muito esperto) engana-se redondamente.

Mas esta é uma «ilusão» que mostra o sucesso do sistema visual na estimativa da perspectiva. A capacidade que ele tem para o fazer é aquilo a que se chama a «constância do tamanho» dos objectos. É essa capacidade que faz com que, quando uma pessoa se afasta de nós, não a «sintamos» a diminuir de tamanho. E, quando vemos uma pessoa ao longe, não temos geralmente a sensação de que ela é minúscula, Ou seja, existe um mecanismo cerebral que impõe a constância do tamanho dos objectos, como se eliminasse o efeito da perspectiva.


sábado, 9 de junho de 2007

Iluminação


A iluminação esta presente hoje em dia em todos os locais onde o ser humano se encontra. Na sua falta, todos nós nos sentimos impotentes, no entanto, poucos conhecem as variáveis que influenciam a qualidade da iluminação.

• Nível de iluminação - define-se como o fluxo luminoso recebido por unidade de superfície e exprime-se em lux.
• Luminância - a luminância é a medida do brilho de uma superfície.
• Reflexão - quantidade de luz que é reflectida por uma dada superfície.
• Encadeamento - o encadeamento resulta de uma exposição directa dos olhos a uma fonte de iluminação. Quando o ser humano é exposto durante algum tempo ao encadeamento, este poderá provocar uma quebra passageira na qualidade da visão.
• Contraste - o contraste é a diferença de brilho entre os objectos e as superfícies onde estes se encontram. Esta variável é importante para a identificação dos objectos.
• Cintilação - resulta das variações periódicas da luminância.
Se compreendermos estas variáveis poderemos iluminar melhor o nosso posto de trabalho e a nossa casa de forma a diminuirmos a fadiga visual.
De seguida, descrevem-se algumas das lâmpadas mais comuns, os seus benefícios e malefícios.
• Incadescentes - a luz é emitida através de um filamento incandescente. A sua eficiência é muito baixa. São das lâmpadas mais usadas nas nossas habitações devido ao seu custo, no entanto desperdiçam muita energia, e aquecem o meio envolvente.
• Fluorescentes - estas lâmpadas irradiam luz visível, a partir de um gás que emite radiação ultravioleta, que por sua vez incide sobre uma camada fluorescente na superfície de um tubo de vidro. A sua eficiência é 5 vezes maior que a das lâmpadas incandescentes. A sua desvantagem é que não devem ser utilizadas em postos de trabalho onde seja necessário identificar cores com muita precisão.
• Halogéneas - são lâmpadas compactas que gastam menos energia que as lâmpadas incandescentes. A sua principal vantagem é a sua perfeita reprodução das cores.
• Vapor de Mercúrio - o seu processo de funcionamento é muito semelhante a das fluorescentes. Têm uma baixa reprodutibilidade de cores não sendo por isso aconselháveis para locais de trabalho, no entanto, são muito utilizadas nas vias públicas devido a sua vida útil que é de cerca de 24 000 h.
• Sódio de baixa pressão - o seu processo de funcionamento é muito semelhante a das fluorescentes. É a lâmpada mais económica que se conhece. É muito utilizada na via pública.

Ergonomia

A palavra ergonomia, advém do grego, "ergon ", que significa trabalho e " nomos " que significa leis. Desta palavra antevemos que estamos a lidar com algo intimamente ligado ao nosso ambiente de trabalho, mas não só, se olharmos com atenção para os nossos carros ou para os electrodomésticos da nossa casa, constatamos que estes muitas vezes estão pensados ergonomicamente, ou seja, foram pensados de forma a interagir connosco o mais naturalmente possível, sem alterar o nosso estado de saúde e respeitando sempre a nossa anatomia, assim sendo podemos afirmar que a ergonomia tem como objectivo a melhoria da qualidade de vida do ser humano.
A palavra ergonomia é utilizada hoje em dia para anunciar vários produtos desde automóveis a cadeiras, sendo o objectivo dos publicitários, transmitir que estes automóveis ou estas cadeiras, são mais confortáveis para o consumidor final, mas esta ideia está incompleta, uma vez que a ergonomia tenta promover além do conforto a saúde e o bem estar do utilizador. Com esta pequena introdução constatamos que quando um optometrista tenta transmitir algumas noções básicas de ergonomia ao seu paciente, estas noções não visam apenas o bem estar do paciente, mas também a protecção e melhoria do seu sistema visual.

Alguns conselhos de carácter geral:
• Deve organizar o seu posto de trabalho, de forma a ter os objectos o mais próximos de si (não exageradamente), especialmente os mais utilizados. Alcançar com frequência objectos que se encontram longe de si, contribui para o aparecimento de lesões no sistema músculo esquelético e consequentemente diminuição da produtividade.
• Deve manter as impressoras, fotocopiadoras e outros aparelhos que façam ruído afastados dos postos de trabalho.
• O seu local de trabalho deve ter uma temperatura média. As temperaturas altas provocam fadiga, irritabilidade, dores de cabeça, entre outros sintomas; enquanto as temperaturas muito baixas provocam diminuição de atenção e consequentemente distracção.
• Se possível deve colocar quer em casa (excepto quartos) quer no trabalho, plantas, porque estas ajudam a manter a humidade em valores benéficos para o ser humano.
• No trabalho deve colocar os postos de trabalho, de forma a estes não se encontrarem perto da saída do ar condicionado, ou das correntes de ar.
• Aconselha-se a que limpe as lâmpadas e os difusores de luz, com alguma frequência.
• Logo que as lâmpadas fluorescentes comecem a ter uma luz intermitente, devem ser substituídas.

Optometria no Mundo

A Optometria é uma profissão da área dos cuidados primários de saúde praticada e desenvolvida em grande parte dos países do mundo em particular naqueles que convencionalmente se denominam desenvolvidos.
É regulamentada pelas estruturas Governativas em diversos países dos quais se destacam os EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Nigéria, África do Sul, Noruega, entre outros. Na União Europeia países como a Holanda, Suécia Grã - Bretanha e Espanha também têm a Optometria regulada e inserida de uma forma ou de outra nos respectivos sistemas nacionais de saúde.
A nível mundial existe um organismo regulador World Council of Optometry - WCO (Conselho Mundial de Optometria) que se dedica à divulgação e ao desenvolvimento dos cuidados visuais e saúde ocular por todo o mundo. Representa 50 países e é uma voz e um catalizador unificador para os projectos e os serviços internacionais que vão ao encontro das necessidades da Optometria e do público.
A nível Europeu existe também um organismo similar o European Council of Optometry and Optics - ECOO (Conselho Europeu de Optometria e Óptica), uma confederação das organizações profissionais que representam os optometristas e os ópticos que procura promover os interesses da profissão. É uma confederação consistente, oferece mais e melhor protecção aos pacientes e o uso eficiente dos sistemas nacionais de cuidados de saúde. Todos os membros da União Europeia são membros do ECOO.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Teste Visual: Cores

Instruções para realizar o Teste: Este é o teste de Visão de Cores mais simples, disponível nos consultórios médicos. Você deve conseguir ver todos os números escritos dentro dos círculos. Se não conseguir vê-los ou tiver dificuldade de identificá-los você pode ter um problema de visão de cores.

Anote os números que vê e confira a resposta no quadro de resultados.


Quadro de resultados está apresentado em baixo,confira.

Teste a sua visão: Acuidade Visual

O teste visual que se segue têm como objectivo ajudá-lo a perceber o seu nível da sua acuidade visual.

Instruções para realizar o teste:

- Localize-se à distância do monitor indicada na Tabela 1.

- Feche seu olho esquerdo com sua mão esquerda.

- Caso use óculos, use uma folha de papel para tapar a visão do seu olho esquerdo.

- Comece lendo os números da primeira linha da Figura 1. Em seguida, os da segunda linha e assim por diante.

- Se você conseguir ler a última linha de números a sua acuidade visual é de 100%.

- Caso contrário, anote os números que consiga ver e consulte a Tabela 2 para encontrar a acuidade visual do seu olho direito.

- Para medir a acuidade visual do seu olho esquerdo repita os passos acima fechando seu olho direito.

Tamanho x Resolução 640 x 480 800 x 600
Monitor de 14 " 2,5 metros 2,0 metros
Monitor de 15 " 3,0 metros 3,5 metros


Tabela 1 está apresentada abaixo.



Tabela 2
Linha Acuidade Visual

831 10 %
26534 20 %
987521 30 %
352401 40 %
476032 50 %
895406 67 %
732843 100 %

Se a sua acuidade visual é menor que 100%, você pode estar a precisar de trocar os seus óculos ou lentes de contacto.Para maiores detalhes sobre a sua visão é necessário consultar o seu oftalmologista.

Teste Visual: Grade de Amnsler

A Grade de Amnsler é um teste visual.
Instruções para realizar o teste: Tape um dos olhos e fixe o olho aberto no ponto central negro da imagem por 30 segundos a uma distância de um metro da tela do monitor.Em seguida, repita o procedimento com o outro olho.



Se visualizou a tela anterior como algo parecido com a imagem da esquerda apresentada em baixo, têmk uma visão normal.
Se visualizou a tela anterior como algo parecido com a imagem da direita apresentada em baixo, recomenda-se que procure seu oftalmologista com urgência porque têm uma visão alterada.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Abertura

Em óptica uma abertura é algo que restringe o diâmetro da trajectória da luz que atravessa um plano num sistema óptico. Isto pode ser a borda de uma lente ou espelho, ou um anel ou outro acessório que mantém um elemento óptico no sítio, ou pode ainda ser um elemento especial colocado deliberadamente na trajectória óptica para limitar a luz admitida pelo sistema. O stop da abertura é a abertura que restringe o diâmetro do cone ou cilindro de luz que pode entrar e passar pelo sistema. O diâmetro do stop da abertura é às vezes referido apenas como a abertura do sistema, especialmente quando se fala de câmeras e telescópios. A magnificação e demagnificação através de lentes e outros elementos podem fazer com que a abertura de um sistema seja relativamente grande.
O stop de abertura é um elemento extremamente importante na maior parte dos sistemas ópticos. A sua função mais óbvia é reduzir a quantidade de luz que pode chegar ao plano de imagem de modo a prevenir a saturação de um detector ou causar a sobre-exposição de uma película. Contudo, a abertura tem muitas outras funções:
O tamanho da abertura determina a profundidade de campo do sistema. Aberturas menores produzem maiores profundidades de campo, permitindo que objectos separados por grandes distâncias estejam focados ao mesmo tempo.
A abertura limita o efeito de aberrações ópticas. Se a abertura for muito grande a imagem ficará distorcida. Sistemas ópticos mais sofisticados conseguem mitigar o efeito das aberrações, permitindo a utilização de aberturas maiores e por conseguinte a captura de maior quantidade de luz.
A abertura determina o campo de visão do sistema.
Aberturas maiores fazem com que a intensidade luminosa que chega à película ou detector seja menor quanto mais perto dos limites da imagem.
A pupila do olho é a sua abertura. A refracção na córnea faz com que a abertura efetiva (a pupila de entrada) difira ligeiramente do diâmetro físico da pupila. A pupila de entrada tem tipicamente cerca de 4mm de diâmetro, apesar de poder ir de 2mm (f/8.3) num lugar bastante claro até 8mm (f/2.1) no escuro.

Óculos

Os óculos são dispositivos ópticos utilizados para a compensação de ametropias e/ou protecção dos olhos, utilizados na parte superior da face, próximos aos olhos, mas sem entrar em contacto físico com estes, constituídos geralmente por duas lentes oftálmicas e uma armação.
Actualmente, quase todos os modelos de óculos são usados diante do rosto repousando sobre o nariz e orelhas.
Foram as experências em óptica de Robert Grosseteste e seu discípulo Roger Bacon que levaram à invenção dos óculos. Em 1284, as guildas de Veneza já os mencionavam e durante o século XIV o fabrico de óculos popularizou-se por toda a Europa. Nem sempre os óculos foram fabricados com a forma com que são conhecidos hoje em dia, pelo que, na antiguidade, era comum encontrar monóculos (apenas uma lente oftálmica), ou, noutros casos, apenas se usavam lentes sem armação.

Hifema

O hifema é o acúmulo de sangue na câmara anterior do olho.O Hifema é Visível como um tingimento avermelhado na câmara anterior, os hifemas são frequentemente causados por um trauma abrupto e podem bloquear parcialmente ou completamente a visão.

Esclerite

A esclerite é o processo inflamatório da esclerótica.
Os seus sintomas são: Vermelhidão da esclera e da conjuntiva, às vezes mudando para um tom de roxo; Dor ocular intensa; Aumento na sensibilidade à luz e nas lágrimas; Visão embaçada e Perda de visão.
Existem vários tipos de esclerite e cada uma tem um tratamento específico. Pode ser tratada com medicamentos antiinflamatórios, colírios ou até cirurgicamente.
A inflamação pode reaparecer, mas em geral responde bem ao tratamento. O distúrbio subjacente associado à esclerite pode ser grave e os resultados do tratamento dependerão do problema específico.
As suas complicações podem ser: inflamação recorrente; efeitos colaterais decorrentes de uma terapia prolongada com corticosteróides; se não tratada, pode ocorrer uma perfuração do globo ocular.

Ortoqueratologia

A Ortoqueratologia é uma técnica que permite a redução da miopia sem o recurso à cirurgia, de modo que pode melhorar a qualidade de vida dos míopes, dando-lhes a possibilidade de deixarem de usar a sua correcção óptica habitual(óculos ou lentes de contacto).
Os moldes corneais ou lentes de contacto especiais de ortoqueratologia, reduzem a miopia através de um processo de aplanação da córnea, que possui propriedades elásticas, repousando e separados da mesma por uma fina película de lágrima que influência a sua nova forma. A pressão exercida pelos moldes corneais deriva da sua zona central ser mais plana que a curvatura corneal, o que origina uma redução do poder refractivo ocular. Quando a aplanação é suficiente, podemos induzir ao globo ocular a sua correcta focagem de imagem eliminando assim a miopia pretendida.
A medida que as lentes especiais de ortoqueratologia impressionam a nova forma corneal durante o sono, a manutenção de uma visão excelente e estável é garantida de uma forma segura e confortável. O aspecto mais interessante desta técnica é o facto de alguns pacientes com apenas algumas horas de uso recuperam totalmente a sua visão. Na maioria dos casos esta recuperação ocorre durante as primeiras semanas. Devido a esta rápida recuperação são necessárias visitas frequentes para avaliação, acompanhamento e se caso necessário alterações ou substituição de lentes.
Antes de serem aplicadas as lentes especiais de ortoqueratologia aos seus olhos, existe uma avaliação preparatória importante, conduzida por um especialista designado ortoqueratologista, em que se determina a curvatura corneal dos seus olhos por meio de um processo tecnologicamente avançado conhecido por topogragrafia torneal ou queratoscopia computadorizada, determinado por um instrumento designado videoqueratoscópio ou topógrafo onde não só se verifica a positividade do seu caso bem como, serve de instrumento indispensável de acompanhamento ou monitorização.
Após alcançado o resultado pretendido, passamos à aplicação das lentes definitivas para evitar que futuramente o paciente seja confrontado com alguma regressão da miopia. À medida que se intensifiquem o número de noites de uso, a necessidade do seu uso futuro decresce, por isso as lentes de retenção poderão ser usadas somente algumas noites da semana ou como em alguns casos somente uma noite.
A ortoqueratologia está indicada para pessoas que pretendam prescindir da sua correcção óptica habitual (óculos ou lentes de contacto), não queira ou não possam submeter-se a cirurgia, em olhos ausentes de doença ocular, para uma redução máxima de 5 dioptrias de miopia e 1,50 dioptrias de astigmatismo.
A ortoqueratologia é uma técnica segura e eficaz, mas deve ser protagonizada por um ortoqueratologista, especialista em redução de miopia sem cirurgia, autorizado e reconhecido pelas autoridades competentes, como o caso da Food and Drug Administration americana organismo internacional regulador e defensor dos interesses do consumidor e por um laboratório autorizado que utilize materiais com propriedades físicas fundamentais para a sua aplicação ocular. Embora a sua aplicação ocular sugere ser semelhante ao uso habitual de lentes de contacto devemos ter em atenção que estamos em presença de um material que altera a forma corneal e que para tal requer o acompanhamento de um profissional. Os Riscos associados a uma prática duvidosa poderão ser elevados entre os quais destacamos a úlcera corneal e infecções corneais graves.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Os Animais e a sua percepção das cores

A maioria dos mamíferos tem uma visão colorida apenas parcial, porque não tem na retina um dos três tipos de receptores sensíveis às cores encontrados em humanos e outros primatas.
Existem alguns animais capazes de fazer distinção de cores, no texto seguinte vou insurgir-me sobre alguns desses exemplos.
Um cachorro pode ver em cor, mas não tantas cores como os homens, já que possui só dois tipos distintos de cones. Por exemplo, o cachorro pode distinguir o azul do amarelo, do vermelho ou do verde, mas não pode distinguir o vermelho do verde. O esquilo e o gato possuem também só dois tipos diferentes de cones.
Uma pomba pode perceber mais cores do que um humano já que possui até cinco tipos diferentes de cones. A borboleta possui quatro tipos diferentes de cones. Um tipo de camarão tem pelo menos 12 classes de células sensíveis à cor e provavelmente seja o animal que mais cores perceba.
No outro extremo, podemos encontrar casos de animais que não possuem cones e só disponha de bastonetes em seu olho. Eles não poderão perceber cor alguma, apenas mudanças de intensidade de luz. O seu mundo é um mundo de sombras, no qual as sombras menos escuras correspondem a mais luz e às menos escuras, a menos luz. Este é o caso, por exemplo, das salamandras.
Também não verá a cor um animal que, além de bastonetes, só possua um tipo de cone (são necessários dois, no mínimo, para distinguir cores). Assim, o seu mundo não será em escala de cinzas como, no caso da salamandra, mas na escala da única cor que percebam os seus cones.Isso é que acontece com o polvo.
Existem no reino animal outros casos de animais que percebem um mundo de sombras mas não devido aos bastonetes de seus olhos, mas graças as manchas oculares, sistema parecido com os bastonetes localizados por todo o corpo. É o caso das minhocas de terra, que possuem centos destas manchas oculares sob a superfície da pele, perto de sua cabeça e de sua cola. Uma minhoca usa as suas manchas oculares para permanecer em lugares escuros e frios. Se ela ficar exposta ao sol por muito tempo, se desidrata e morre. O mesmo ocorre com os micróbios unicelulares, as sanguessugas e as medusas do mar.
As estrelas do mar também vêem só luz e escuridão, mas mediante um mecanismo distinto: o das copas oculares. Elas têm uma copa cheia de células fotosensíveis dentro da ponta de cada braço (a propriamente denominada copa ocular). Uma estrela de mar pode ver em muitas direções movendo seus braços e pode projetar suas copas oculares para fora para ver melhor. Outros animais com copas oculares são os vermes marinhos, alguns moluscos, os crustáceos e as larvas de animais marinhos.
A quantidade de bastonetes que um animal possui faz com que a sua visão noturna seja melhor. É o caso de caçadores noturnos, como o cachorro. Os caninos vêem na escuridão de 4 a 5 vezes melhor do que o ser humano. Ainda há o caso de animais que possuem células sensíveis a freqüências que ficam em faixa do espectro eletromagnético não visível para os olhos humanos. É o caso das abelhas, que vêem a luz ultravioleta (UV), uma freqüência que é invisível para nossos olhos. As abelhas usam esta visão em UV para ver os padrões das pétalas florais, os quais lhe indicam onde se encontra o néctar.

Cor




A cor é um fenómeno óptico provocado pela acção de um feixe de fótons sobre células especializadas da retina, que transmitem através de informação pré-processada no nervo óptico, impressões para o sistema nervoso.
A cor de um material é determinada pelas médias de frequência dos pacotes de onda que as suas moléculas constituintes reflectem. Um objecto terá determinada cor se não absorver justamente os raios correspondentes à frequência daquela cor.

A cor é relacionada com os diferentes comprimento de onda do espectro eletromagnético. São percebidas pelas pessoas, em faixa específica (zona do visível), e por alguns animais através dos órgaos de visão, como uma sensação que nos permite diferenciar os objetos do espaço com maior precisão.
Considerando as cores como luz, a cor branca resulta da sobreposição de todas as cores, enquanto o preto é a ausência de luz. Uma luz branca pode ser decomposta em todas as cores (o espectro) por meio de um prisma. Na natureza, esta decomposição origina um arco-íris.





A cor é percebida através da visão. O olho humano é capaz de perceber a cor através dos cones (Células cones). A percepção da cor é muito importante para a compreensão de um ambiente.
A cor é algo que nos é tão familiar que se torna para nós difícil compreender que ela não corresponde a propriedades físicas do mundo mas sim à sua representação interna, a nível cerebral. Ou seja, os objectos não têm cor; a cor corresponde a uma sensação interna provocada por estímulos físicos de natureza muito diferente que dão origem à percepção da mesma cor por um ser humano. Não notamos, por exemplo, nenhuma diferença fundamental na cor dos objectos familiares quando se dá uma mudança na iluminação. Para o nosso sistema visual, as cores da pele e das caras das pessoas e as cores dos frutos permanecem fundamentalmente invariáveis, embora seja tão difícil conseguir que esse tipo de objecto fique com a cor certa num monitor de televisão.
A cor não tem só que ver com os olhos e com a retina mas também com a informação presente no cérebro. Enquanto, com uma iluminação pobre, um determinado objecto cor de laranja pode ser visto como sendo amarelado ou avermelhado, vemos normalmente mais facilmente com a sua cor certa, laranja, porque é um objecto de que conhecemos perfeitamente a cor. E, se usarmos durante algum tempo óculos com lentes que são verdes de um lado e vermelhas do outro, depois, quando tiramos os óculos, vemos durante algum tempo tudo esverdeado, quando olhamos para um lado, e tudo avermelhado, quando olhamos para o outro. O cérebro aprendeu a corrigir a cor com que «pinta» os objectos para eles terem a cor que se lembra que eles têm; e demora algum tempo a perceber que deve depois deixar de fazer essa correcção.
A chamada constância da cor é este fenómeno que faz com que a maioria das cores das superfícies pareçam manter aproximadamente a sua aparência mesmo quando vistas sob iluminação muito diferente. O sistema nervoso, a partir da radiação detectada pela retina, extrai aquilo que é invariante sob mudanças de iluminação. Embora a radiação mude, a nossa mente reconhece certos padrões constantes nos estímulos perceptivos, agrupando e classificando fenómenos diferentes como se fossem iguais. O que vemos não é exactamente «o que está lá fora», mas corresponde a um modelo simplificado da realidade que é de certeza muito mais útil para a nossa sobrevivência.
Os organismos complexos não reagem directamente aos estímulos físicos em si, mas sim à informação sobre os estímulos representada internamente por padrões de actividade neuronal. Se os estímulos fornecem informação sobre a cor, é apenas porque a qualidade sensorial, a que chamamos cor, emerge nos mecanismos sensoriais pelo processo de aprendizagem e é por estes projectada sobre os estímulos. E uma grande variedade de combinações de estímulos muito diferentes podem gerar esse mesmo padrão de actividade neuronal correspondente a um mesmo atributo de uma qualidade sensorial. São essas qualidades sensoriais que permitem aos seres vivos detectar a presença de comida ou de predadores, sob condições de luz diferentes e em ambiente variados. Correspondem a um modelo simplificado do mundo que permite uma avaliação rápida de situações complexas e que se mostrou útil e adequado à manutenção de uma dada espécie.
O nosso sistema sensorial faz emergir todo um contínuo muito vasto de cores com as diferenças de tonalidades que nós aprendemos a categorizar, associando determinados nomes a certas bandas de tonalidade (com uma definição extremamente vaga). É este hábito humano de categorizar que nos faz imaginar que o nosso sistema nervoso faz uma detecção «objectiva» de uma determinada cor que existe no mundo exterior.


Fazer uma boa escolha para o verão...

O barato que sai caro...
É exactamente assim que os oftalmologistas definem a atitude de alguém que, em pleno verão, opta por comprar óculos de sol falsos.
Usar óculos de sol que não protejam os olhos contra os raios ultravioletas, pode causar danos irreversíveis à saúde dos olhos. E aí, o verão ou as férias que não eram para sair da memória, acaba sendo sinônimo de uma lembrança bem diferente.
Antes de se ocupar com a beleza do modelo ou se ele está na moda, é importante que o consumidor se informe sobre a qualidade do produto que vai levar no rosto. Bons óculos de sol devem, obrigatoriamente, ter filtros de raios ultravioletas (UV) nas lentes, o que é imprescindível para proteger a retina (é pra isso que ele serve, não se esqueça).
Tanto cuidado tem as suas razões, pois muitas complicações podem acontecer se a protecção não existir efectivamente, como uma catarata ou alteração da retina. Lentes de baixa qualidade também podem gerar aquelas famosas dores de cabeça, que não passam e que ninguém também sabe o que é.
Uma lente escura de má qualidade pode causar distorções que comprometem a visão, e pior, potencializam os efeitos dos raios UV, já que diminuem a luminosidade e aumentam da pupila da pessoa, gerando consequentemente, maior absorção dos raios nocivos aos olhos.
A utilização de óculos de sol de lentes que não oferecem protecção adequada é considerada mais perigosa do que a não utilização.
Isso porque o olho humano possui mecanismos de defesa naturais, que são inibidos pela escuridão proporcionada pelas lentes de má qualidade. Por conta disso, a pupila, que se fecharia automaticamente diante da luminosidade, mantém-se aberta.
E se as lentes não protegem os olhos, os raios ultravioleta passam e afectam a retina mais severamente do que se a pessoa não estivesse usando nenhum tipo de protecção.
Conselhos a ter em conta...
Em primeiro lugar, considere o nível de proteção contra a radiação ultravioleta (UVA e UVB) que as lentes oferecem. Saiba que esta informação deve estar disponível no momento da compra, seja no adesivo afixado aos óculos ou em livretos que contenham informações técnicas sobre o produto.
Verifique também a adaptação dos óculos ao rosto e dê preferência às lentes que envolvam bem os olhos ou que impeçam a penetração de luz através das aberturas existentes nos locais de fixação.
Lentes coloridas - como as castanhas, cinzas e verdes -, além de bonitas, protegem melhor os olhos, porque provocam pouca distorção da visão e das cores do ambiente. As amarelas são indicadas para a prática de desporto.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Blefarite

A Blefarite é uma inflamação comum e persistente das bordas das pálpebras. Apresenta irritação, purido e inclusivé olho vermelho. Na região palpebral aparecem granulações parecidas com "caspinhas", que podem estender-se até aos cilios.
As pessoas com pele oleosa, caspa e olhos secos, têm maior tendência de ter Blefarite, a qual se pode iniciar na infância e prolongar-se por toda a vida como uma infecção crónica. Em alguns casos, a blefarite produz somente irritação e puridos leves, mas podem também provocar ardência e sensação de areia junto dos olhos. A Blefarite pode ainda levar a complicações graves, como a inflamação dos tecidos oculares e atingir a córnea.
As causas da Blefarite são causas normalmente alérgicas ou infecciosas e podem atingir as pálpebras inferiores e superiores.
O tratamento adequado depende da sua causa, Além de medidas de higienação podem ser usadas pomadas com antibiótico, lágrimas artificais, corticoesteróides oculares de olho seco ou medicamentos por via oral.

Tratamento Vídeo filter


É um tratamento que é Recomendado para usuários de computador. Tem 100% de protecção ultravioleta, suaviza a luz das telas, absorve os reflexos, elimina as ondas eletromagnéticas, reduz o cansaço visual e a sonolência. Tem coloração levemente azulada. Pesquisas científicas comprovaram que para a visão normal, o senso cromático tem a sua maior luminosidade no espectro da luz amarela. Isto significa dizer que a radiação eletromagnética correspondente a esta cor é a principal responsável pelo trabalho do esfíncter iriano, regulador do diâmetro da pupila, determinando assim a quantidade de luz que deverá impressionar a retina. Isto não significa dizer que necessariamente haja alguma figura colorida na tela com a cor amarela, mas sim, que o componente amarelo de qualquer cor (especialmente a cor branca) esteja presente, como por exemplo, a claridade da tela do monitor, bem como a iluminação artificial do ambiente de trabalho, conjugada com a claridade da luz natural entrando por uma janela e o seu reflexo numa folha de papel, caso se esteja copiando algum texto. Se forem examinadas todas essas fontes de luz, observa-se que a intensidade luminosa é bastante variada, obrigando a musculatura responsável pela regulação da quantidade de luz que atingirá a retina a ter um trabalho intenso fora da normalidade, pois a cada mudança do olhar a pupila terá uma abertura maior ou menor, de acordo com a claridade do objeto visualizado, acarretando assim um cansaço visual. Os efeitos desse cansaço variam conforme a pessoa, como a de olhos claros, quando é comum ficarem avermelhados devido à necessidade de maior irrigação sangüínea para suprir o excesso do trabalho muscular. Diante disto, se conclui que o cansaço visual está diretamente ligado as variações de luminosidade dos objetos visualizados, oriunda de uma luz de cor branca, que por sua vez é a reunião de todas as cores do espectro luminoso. Saber que a luz amarela é a que mais impressiona o olho humano, diminuir sua intensidade terá como efeito minimizar os movimentos do abrir e fechar da pupila, poupando assim a musculatura responsável por este movimento e como conseqüência, eliminar o cansaço visual.



Existem duas fontes de luz: as indiretas e as diretas. Na primeira, chamadas refletidas, como exemplo em um papel, onde numa imagem impressa observada as cores não são absorvidas pelo papel, são as que conseguimos enxergar. Na segunda, são geradas pela TV ou monitor, portanto, ver uma imagem na tela do monitor é diferente de ver uma imagem no papel. Se você apaga as luzes, não verá mais a imagem no papel, pois não existe mais a luz a ser refletida, mas continuará vendo a imagem do objeto no computador, pois seu monitor emite luz direta (fonte geradora que incide diretamente ao olho humano). Portanto, quando vemos uma luz refletida, podemos supor que temos um filtro natural, dependendo unicamente da intensidade da luz direcionada para o papel. O monitor, portanto, é um emissor de luz direta. Quando você combina os 256 possíveis valores de vermelho, 256 valores de verde e 256 valores de azul, que representam as cores primárias da luz, o número total de cores possíveis é de aproximadamente 16,7 milhões de cores. E se o usuário de computador ficar muitas horas na frente do monitor, com certeza ele vai queixar-se de problemas visuais, cuja causa nem sempre será uma Ametropia.

Com o uso regular as lentes azuladas do Video Filter, poderá reduzir o cansaço visual, a sonolência e aquela dor de cabeça provocada pelo longo período em frente ao computador, videogame ou mesmo televisor. Mas lembre-se: lentes claras demais não funcionam e lentes muito escuras inibem cores claras e acentuam as fortes, pois como já fora dito, a Astenopia é provocada pelas cores fortes das luzes diretas.

Tratamento Night Drive

É um tratamento que é Recomendado para motoristas que conduzam muito à noite. Tem 100% de protecção ultravioleta, reduz os reflexos dos faróis e espelhos, melhorando a visibilidade e diminuindo o cansaço visual e a sonolência. É igualmente eficaz quando utilizado com mau tempo (chuva, neblina). Tem coloração amarelo claro.
Os Óculos Night Drive não devem ser usados à luz solar.



Número Abbe

O Valor ABBE é a capacidade que um material transparente tem de manter fundidos os vários comprimentos de ondas contidos num feixe de luz branca. Assim, quando um material transparente tem alto valor ABBE, ele passa fidedignamente a cor e a forma de cada objecto visualizado; quando tem um baixo valor ABBE, ele deixa vazar franjas coloridas nas bordas dos objetos observados, além de “deformá-los”. Este fenómeno é comumente chamado de Aberração Cromática.Um dado importante a ser levado em consideração é que o valor ABBE e o índice de refração não têm uma relação directa. Isso significa que uma lente de alto índice pode ter número ABBE alto ou baixo.Seguem-se alguns exemplos:

Exemplos de lentes__Valor Abbe__Índice de refracção

Cr 39__58__ n= 1.499
Ormex__37__n= 1.561
Mio - Hyper – Light__40__n= 1.561
Lite 1.6 ,Sola Light__41__n= 1.600
Stylis, Sola Light__32__n= 1.670
Spectralite__47__n= 1.537
Policarbonato__29.5__n= 1.586
Cristal__59__n= 1.530
Trivex__43__n= 1.530
H. Lite 1.7 (Tital)__39.3__n= 1.700
H. Lite 1.8 ( Lantal )__35.4__n= 1.800
H. Lite 1.9 ( Lantal)__30.3__n= 1.900
Cristal 1.6__42.8__n= 1.600
Transitions__57__n= 1.502
Sun sensors__38__n = 1.560

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Conceito de Optometria

O Conceito de Optometria tem vindo a evoluir, desde o primeiro momento que se considera como um conjunto de técnicas que permitem a correcção dos defeitos refractivos. Actualmente, considera-se mais que um sistema compreensivo da visão, passou-se da medida de 2 ou 3 paraâmetros da visão, até nos permitirresolver ou avaliar a determinadas distâncias, ou então a falta de rendimento ao efectuar certas tarefas a uma distência de perto. Considera-se então a visão uma área de conhecimento de grande importância.
A Palavra Optometria tem origem do grego " Ops" que significa visão e " Metron" que significa Medida, se fizermos uma fusão de significados podemos concluir que a optometria significa medida da visão, o "Ops" consegue medir a capacidade ocular e cerebral de diversas maneiras diferentes, a capacidade de refracção do olho, capacidade de focar a várias distâncias, abilidade de coordenação binocular e o rendimento.

História da Contactologia

1508- Leonardo Da Vinci foi o primeiro a ter a ideia de substituir a superfície corneal, por outra, utilizando para isso um globo transparente cheio de água, neutralizado e substituindo a superfície corneal anterior.

1636- Descartes Utilizou um tubo oco com uma lente positiva num extremo, enchia-se o tubo com água e colocava-se a extremidade aberta em contacto com os olhos, desta forma a superfície corneal era neutralizada, obtendo assim um aumento das imagens.



1801- Thomas Young usou o principio de Descartes para estudar os principios da acomodação, astigmatismo e refracção.







1851- Helmholtz inventou o Queratómetro.


1888- Kalt e Flik descreveram pela primeira vez uma lente de contacto que na realidade se adaptou directamente sob a superfície corneal anterior. A lente utilizada foi uma simples porção de vidro com um diâmetro igual ao da córnea e a potência dessa lente calculava-se segundo as necessidades de cada paciente.



1920- Carl Zeiss iniciou a produção das lentes de contacto de vidro por um processo de molde polido.






1936- Polimetilmetacrilato (P.M.M.A) foi instituido como material apropriado para fabricar próteses oculares e lentes corneais, comprovando-se que este material era inerte aos tecidos oculares, ligeiro de peso e muito transparente e fácil de trabalhar.


1937- Fleinbloom- efectuou as primeiras lentes esclerais que continham (PMMA), a parte central era feita de vidro e a parte escleral era de (PMMA).


1938- Obrig introduziu na contactologia a Fluorosceina.


1948- Tuohy introduziu a utilização das lentes corneais de (PMMA). A partir desse momento as lentes corneais passaram a ser utilizadas como sistemas ópticos para neutralizar as ametropias.


1949- Butterfield desenhou lentes corneais com curvas periféricas e diâmetro total de 11 a 11,5mm.


1954- Passaram-se a usar lentes com diâmetro inferior, ou seja, de 9,5mm.


1950_1960-começou a utilizar-se outro tipo de material que era constituido por polímeros de hidrogel, que é chamado de HEMA.


1962- Apareceram as primeiras lentes de silicone.


1965- Utilizou-se o processo de centrifugação no fabrico das lentes hidrofobas.


1968- U.S.FDA passou a ser o organismo que regulamentava o uso das lentes de contacto.


1971- Bausch & Lomb foi a primeira lente aprovada nos Estados Unidos.


1978- Utilizaram butirato de acetato de celulose(C.A.B.) como polímero paras as lentes de contacto e nesta data passou a ser legalizada como material próprio de fabricação para as lentes.


1987- Foi criada a primeira lente descartável que foi aprovada pela U.S.FDA.


Todas estas descobertas realizadas até aos anos 50, foram de lentes de contacto de material rigído e relativamente permeável.

Focómetro


O Focómetro é um instrumento que serve para determinar com precisão e rapidez os elementos principais de euma lente, como por exemplo a potência, o eixo e o centro óptico. Existem dois tipos de focómetros: 1. Focómetro Frontal ou Frontofocómetro.
2.Focómetro Digital.

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Esferómetro

O Esferómetro é um aparelho útil ao óptico já que, em caso de falta momentânea do frontofocometro, permitenos determinar com uma margem de erro relativamente pequena, o valor da potência das lentes esféricas ou astigmáticas.
O Esferómetro compõe-se de três hastes, sendo duas fixas que se encontram lateralmente e de uma haste movél que é central, uma escala positiva e outra negativa graduadas de 0 a 20 dioptrias que por sua vez se encontram divididas em 0,25 D.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Hordéolo

Um hordéolo é um pequeno abcesso que aparece na borda das pálpebras causado pela inflamação de glândulas sebáceas.
O hordéolo não comporta nenhuma gravidade especial, mas pode ser muito doloroso. A inflamação normalmente é causada por uma infecção bacteriana e ocorre com muito mais frequência em crianças. É causado por excesso de secreção produzida pelas glândulas da pálpebra e por bactérias existentes na pele. Os médicos recomendam compressas mornas para drenar o hordeolo. Qualquer pessoa pode ter um herdolo em qualquer idade. Este atinge desde recém-nascidos a idosos. De acordo com médicos, pode aparecer com mais frequência em adolescentes devido a alterações hormonais.Quando tratados de forma correcta, os hordéolos desaparecem em cerca de uma semana.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Daltonismo




O Daltonismo é uma perturbação da percepção visual caracterizada pela incapacidade de diferenciar todas ou algumas cores, manifestando-se na maior parte das vezes pela dificuldade em distinguir o verde do vermelho. Tem normalmente origem genética, mas pode também resultar de uma lesão nos orgãos responsáveis pela visão, ou de lesão de origem neurológico.
Esta perturbação é causada por ausência ou menor número de alguns tipos de cones ou por uma perda de função parcial ou total destes, normalmente associada à diminuição de pigmento nos fotoreceptores que deixam de ser capazes de processar diferencialmente a informação luminosa de cor. O Quimico John Dalton foi o primeiro cientista a estudar esta anomalia, já que também ele possuia esse problema.
Existem três grupos de discromatopsias: Monocromacias, Dicromacias e Tricromacias Anómalas.
A Dicromacia, que resulta da ausência de um tipo específico de cones, pode apresentar-se sob a forma de:
- Protanopia (em que há ausência na retina de cones "vermelhos" ou de "comprimento de onda longo", resultando na impossibilidade de discriminar cores no segmento verde-amarelo-vermelho do espectro). O seu ponto neutro encontra-se nos 492nm. Há igualmente menor sensibilidade à luz na parte do espectro acima do laranja.
- Deuteranopia (em que há ausência de cones "verdes" ou de comprimento de onda intermédio, resultando, igualmente, na impossibilidade de discriminar cores no segmento verde-amarelo-vermelho do espectro).Trata-se uma das formas de daltonismo mais raras(cerca de 1% da população masculina), e corresponde àquela que afectou John Dalton (o diagnóstico foi confirmado em 1995, através do exame do DNA do seu globo ocular). O seu ponto neutro encontra-se nos 492nm.
- Tritanopia (em que há ausência de cones "azuis" ou de comprimento de onda curta, resultando na impossibilidade de ver cores na faixa azul-amarelo).
A Tricromacia anómala resulta de uma mutação no pigmento dos fotoreceptores dos cones retinianos , e manifesta-se em três anomalias distintas:
- Protanomalia (presença de uma mutação do pigmento sensível às frequências mais longas ("cones vermelhos"). Resulta numa menor sensibilidade ao vermelho e num escurecimento das cores perto das frequências mais longas (que pode levar à confusão entre vermelho e preto). Atinge cerca de 1% da população masculina.
- Deuteranomalia (presença de uma mutação do pigmento sensível às frequências intermédias ("cones verdes"). Resulta numa maior dificuldade em discriminar o verde. É responsável por cerca de metade dos casos de daltonismo.
- Tritanomalia (presença de uma mutação do pigmento sensível às frequências curtas ("cones azuis"). Forma mais rara , que impossibilita a discriminação de cores na faixa do azul-amarelo. O gene afectado situa-se no cromossoma 7 ao contário das outras tricromacias anómalas, em que a mutação genética atinge o cromossoma X.
Um tipo raro de daltonismo é aquele em que há uma "cegueira" completa para as cores: o mundo é visto a preto e branco e em tons de cinza. Nesse caso, estamos perante aquilo a que se dá o nome de visão acromática.
Existem três métodos para se diagnosticar a presença do daltonismo e determinar em que grau ele está afetando a percepção das cores de uma pessoa:
Anomaloscópio de Nagel - Consiste em um aparelho onde o indivíduo que vai ser examinado tem seu campo de visão dividido em duas partes. Uma delas é iluminada por uma luz monocromática amarela, enquanto a outra é iluminada por uma diversas luzes monocromáticas verdes e vermelhas. O examidado deve tentar igualar os dois campos, alterando a razão entre a intensidade das luzes vermelha e verde, e modificando a intensidade da luz amarela.
Lãs de Holmgreen - Consiste na avaliação da capacidade de separar determinados fios de lã em diversas cores.
Teste de cores de Ishihara - Consiste na exibição de uma série de cartões pontilhados em várias tonalidades diferentes. Esse é o método mais frequentemente utilizado para se diagnosticar a presença do daltonismo, sobretudo nas deficiências envolvendo a percepção das cores vermelho e verde. Uma figura (normalmente uma letra ou algarismo) é desenhada em um cartão contendo um grande número de pontos com tonalidades que variam ligeiramente entre si, de modo que possa ser perfeitamente identificada por uma pessoa com visão normal. Porém um daltônico terá dificuldades em visualizá-la.
Como o teste de Ishihara não pode ser utilizado por crianças ainda não alfabetizadas, desenvolveu-se um método secundário onde os cartões, em vez de números e letras, contêm desenhos de figuras geométricas, como quadrados, círculos e triângulos, que podem facilmente ser identificados por crianças em idade pré-escolar.
Actualmente não existe nenhum tipo de tratamento conhecido para esse distúrbio.




segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Lâmina de faces paralelas

Uma Lâmina de faces paralelas é o conjunto de três meios homogénios e transparentes separados por duas superfícies planas. Os raios luminosos ao atravessarem uma lâmina de faces paralelas são desviados linearmente se os raios extremos tiverem o mesmo índice de refracção.

Ângulo limite




O ângulo limite é o ângulo a partir do qual a luz é reflectida internamente, isto é, não é refractada. Para que isso ocorra é necessário que a luz viaje do meio mais refringente para o meios menos refringente.


Construção geométrica de imagens




Dependendo do espelho e da posição do objecto obtemos imagens com caracteristicas diferentes.
Os dois tipos de espelhos são o convexo e côncavo.
1º Espelho convexo- um espelho convexo produz sempre uma imagem direita, virtual e menor que o objecto.
2º Espelho côncavo- As caracteristicas da imagem de um espelho côncavo dependem da posição do objecto. Temos então cinco posições:
1ªO objecto está além do centro de curvatura. Neste caso a imagem é real, invertida e menor que o objecto.
2ªO objecto está no centro de curvatura do espelho. A imagem é real, invertida e do mesmo tamanho que o objecto.
3ªO objecto está entre o centro de curvatura e o foco do espelho. A imagem é real, invertida e maior que o objecto.
4ª O objecto está no foco do espelho, neste caso não há imagem. Forma-se no infinito.
5ª O objecto está entre o foco e o vértice do espelho. A imagem é direita, virtual e maior que o objecto.
Notas:
-As imagens direitas sõo sempre virtuais.
- As imagens invertidas são sempre reais efornecidas por espelhos côncavos.
- As imagens direitas e menores são sempre fornecidas por espelhos convexos.
- As imagens direitas e maiores são sempre fornecidas por espelhos côncavos.

Conjuntivite


A Conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva ocular que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Em geral, ataca os dois olhos, pode durar de uma semana a 15 dias e não costuma deixar sequelas. Normalmente é bastante contagiosa.
A conjuntivite pode ser causada por reacções alérgicas a poluentes ou substâncias irritantes como poluição e o cloro de piscinas, por exemplo, e por viral e através de bactérias.
Os Sintomas caracterizam-se por uma hiperémia dos vasos sanguíneos da conjuntiva (aumento do volume sanguíneo), prurido, sensação de desconforto e por vezes dor.
Os principais sintomas da conjuntivite são: Olhos vermelhos e lacrimejantes; Pálpebras inchadas; Sensação de areia ou de ciscos nos olhos e Secreção.
O Tratamento é lavar os olhos e fazer compressas com água gelada, que deve ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico. Para a conjuntivite viral não existem medicamentos específicos. Cuidados especiais com a higiene ajudam a controlar o contágio e a evolução da doença. Acima de tudo, não se automedique. A indicação de qualquer remédio só pode ser feita por um médico.

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Raios Notáveis

Os raios notáveis são aqueles em que nós conhecemos os seus comportamentos de reflexão.
Temos então quatro raios incidentes que conhecemos o comportamento:
1º Todo o raio de luz que incide paralelamente ao eixo principal é reflectido na direcção do foco do espelho.
2º Todo o raio de luz que incide na direcção do foco é reflectido paralelamente ao eixo principal.
3º Todo o raio de luz que incide na direcção do centro de curvatura é reflectido na mesma direcção.
4º Todo o raio de luz que incide no vértice do espelho é reflectido simetricamente em relação ao eixo principal.

Espelho esféricos

Um espelho esférico é uma calote esférica em que uma superfície é reflectora, se for a interna o espelho é côncavo, se for externa o espelho é convexo.
Espelhos esféricos de Gauss- Para que o espelho seja considerado de Gauss é necessário que:
Os raios incidentes devem ser paralelos ou pouco inclinados em relação ao eixo principal e próximo dele.
Focos de um espelho de Gauss- o foco é um ponto que se encontra no eixo principal exactamente no ponto médio do raio de curvatura do espelho.
É caracterizado por:
- Os raios incidentes paralelos são reflectidos na direcção do foco.
- Os raios incidentes na direcção do raio são reflectidos paralelamente ao eixo principal.

Reflexão em espelhos planos

Existem duas leis da reflexão:
1º Os raios incidentes, os reflectidos e a linha normal estão no mesmo plano.
2º O ângulo de incidência é igual ao ângulo de reflexão.

Principios da Propagação dos Raios de luz

1º Propagação Rectilinea- em meios homogénios e transparentes a luz viaja em linha recta.
2º Reversibilidade dos raios luminosos- a trajectória dos raios luminosos não depende do sentido do percurso.
3º Indepência dos raios luminosos- após o cruzamento dos raios de luz cada um deles segue o seu percuros como se os outros não existissem.
4º Tempo mínimo- a luz escolhe a trajectória que demora menos tempo.

Fenómenos Ópticos

Reflexão- É um fenómeno em que os raios luminosos não passam para o meio seguinte e voltam ao mesmo meio. Existem dois tipos de reflexão: A Reflexão Regular e a Reflexão Difusa.
Na Reflexão regular os raios luminosos retornam ao meio 1 não perdendo o paralelismo, isto é, consegue-se formar uma imagem nítida reflectida e ocorre em corpos polidos.Na Reflexão difusa os raios reflectidos perdem o paralelismo e não há formação de imagem reflectida. Este fenómeno(difusão) é o responsável pelas cores.

Refracção- é a mudança da velocidade de luz ao mudar de meio óptico. Na maior parte dos casos há mudança de direcção dos raios luminosos.

Absorção- acontece sempre que a luz não é reflectida nem refractada é absorvida, origina o aquecimento dos corpos.

Difracção- é a interferência da luz com o bordo livre matéria, sempre que este tenha dimensões da mesma ordem de grandeza do comprimento de onda da radiação.

Polarização- a luz branca é emitida não polarizada, isto é , as ondas vibram em todos os planos direccionais. A Polarização é quando a luz vibra apenas num plano. Isto acontece quando passa por um polarizador(polaróides, óculos escuros) ou quando é reflectida.

Estes fenómenos não ocorrem isoladamente, acontecem em simultâneo e em percentagens que dependem do meio óptico em que estam envolvidos.

Meios Ópticos

Meios Transparentes- São aqueles que deixam passar a luz com o mínimo de interferência.
O observador vê o objeto com nitidez através do meio.Ex: aquário, ar, vidro comum, papel, etc...
Meios Translúcidos- São aqueles que deixam passar a luz mas não se consegue ver nítido através deles. O observador não vê o objeto com nitidez através do meio.Ex: vidro fosco, papel vegetal, tecido fino, etc...
Meios Opacos- São aqueles que não deixam passar a luz.O observador não vê o objeto através do meio.Ex: parede de tijolos, portão de madeira, placa metálica, etc...

domingo, 24 de dezembro de 2006

Fontes de Luz

Fontes Primárias- São aquelas que têm luz própria(Lâmpadas, Sol).
Fontes Secundárias- São aquelas que não têm luz própria, apenas reflectem a luz(Papel).
Fontes Pontuais- São aquelas que têm dimensões despreziveis quando comparadas com a distância que as separa dos corpos que são iluminados.
Fontes Extensas- São aquelas que têm dimensões não despreziveis.
Fontes monocromáticas- São aquelas que apenas têm um comprimento de onda(uma cor).
Fontes Policromáticas- São aquelas que têm vários comprimentos de onda. Ex:Luz solar(sete cores).

Feixes de luz e Ano de Luz

Os Feixes de luz são conjuntos de raios de luz. Existem três tipos de feixes: os feixes cilíndricos ou paralelos, os feixes divergentes e os feixes convergentes.
Ano de Luz é a distância percorrida pela luz num ano e é igual a:
365 x 24 x 3600 x 300 000km

365- Dias de um ano
24- Horas de um dia
3600- Segundos por hora
300 000- Velocidade da luz

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Ondas

Explicação da experiência de Thomas Young- Para perceber a teoria de thomas young é necessário compreender perfeitamente o conceito de onda e o conceito de interferência de ondas.

Conceito de Onda- Uma onda é uma perturbação ou sinal ou abalo que se propaga numa determinada direcção e com uma determinada velocidade num determinado meio.
Tipos de Onda
-Onda Mecânica é aquela que precisa de um meio para se propagar.
-Onda Electromagnética é aquela que não precisa de um meio para se propagar( propaga-se até no vazio).
-Onda Longitudinal é aquela em que a perturbação tem a mesma direcção que a propagação da onda.
-Onda Transversal é aquela em que a perturbação ou sinal é perpendicular à direcção da propagação da onda.
A Velocidade de um pulso ou sinal em meios unidimensionais depende de:
-Tensão ou rigidez do material.
-Densidade linear do meio.
Ondas Periódicas- é uma onda que se refecte em intervalos de tempo iguais.
Comprimento de onda- é a distância entre dois pontos consecutivos com a mesma elongação.
Frequência- é o nº de ondas que passam num segundo.
Período- é o tempo necessário para que uma onda completa passe.

Raios de luz

Raios de luz são uma representação gráfica do sentido e da direcção da propagação da luz.

Teoria Ondulatória- Defendida por Huygens, que postula que a luz são ondas que se propagam num meio material com elevada velocidade.
Vantagens- explica a refracção, reflexão e difracção.
Desvantagens- Precisa de um meio material para se propagar.

Teoria Corpuscular- Defendida por Newton, postula que a luz são partículas que viajam em linha recta em meios transparentes e homogénios.
Vantagens- explica a reflexão e a cor dos diferentes componentes, explica a dispersão da luz.
Desvantagens- não consegue explicar a difracção.

Teoria Duol- Einstein, explicou o efeito foto eléctrico que só era explicável pela teoria corpuscular. Nesta fase da história da óptica tinhamos algumas experiências que eram aplicadas pela teoria ondulatória, outros só pela teoria corpuscular. Então esta teoria depende de que a luz ás vezes comporta-se como uma onda e outras vezes comporta-se como partículas, daí chama-se teoria duol.

Teoria Electromagnética Quântica- Esta teoria defende que a luz são partículas com características muito especiais fora do senso comum.

Aberrações

Aberrações- Existem dois tipos principais de aberrações, as que dependem do comprimento de onda, que são as aberrações cromáticas e as que não dependem de comprimento de onda que são as monocromáticas, dentro das monocromáticas temos as aberrações esféricas, astigmática, coma, distorção e de curvatura de campo.

Aberração Cromática- Depende do comprimento de onda da radiação, isto é, quando temos ao mesmo tempo dois componentes de onda diferentes eles vão convergir em pontos diferentes.
Quanto mais afastados entre si forem os comprimentos de onda maior é a aberração cromática. Esta aberração não ocorre em radiações monocromáticas.

Aberração Esférica- Surge devido ao facto de os raios mais afastados do centro óptico, serem mais desviados do que os raios paraxiais. (isto é, junto ao centro óptico).
Esta aberração não depende da inclinação dos raios luminosos, isto é, ocorre mesmo em raios que incidam perpendicularmente. Esta aberração só depende da distância do centro óptico ao ponto de incidência do raio. Estas aberrações não têm significado na óptica paraxial, isto é, desprezam-se quando os raios incidem junto ao centro óptico.
Esta aberração ocorre em lentes esféricas.
Nota: Óptica paraxial é aquela em que os raios incidentes estão todos muito próximos do centro óptico das lentes.

Aberração Astigmática- O Astigmatismo é uma aberração monocromática, que depende da inclinação dos raios incidentes na lentes. Quanto maior for a inclinação maior é o astigmatismo.
Esta aberração não depende da distância do ponto de incidência ao centro óptico da lente e nem depende do comprimento de onda da radiação.

Polaróides

Polaróides- Matéria dicróica que vibra apenas numa direcção. Por isso deixa apenas passar a luz que vibra apenas numa direcção. São utilizados como filtros solares, porque diminuem a intensidade da luz que chega aos nossos olhos.
Têm vantagens de utilização em tarefas em que hajam muitos reflexos, porque diminuem os reflexos. Este filtros têm a vantagem de eliminar os reflexos porque a luz quando é reflectida é polarizada, isto é, tem uma determinada direcção de vibração.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Dioptro

Dioptro
Um Dioptro é a separação entre dois meios ópticos. Pode ser plano ou curvo.
A Potência do dioptro é dada pela fórmula.
P= nPost - nAnt /R
Ou seja, a potência de um dioptro depende da diferença entre os índices de refracção e é inversamente proporcional ao raio de curvatura do dioptro.
O Dioptro plano é uma superfície plana entre dois meios ópticos diferentes.

Distância Focal

Distância Focal é a distância entre a lente e o foco, esta distância pode variar devido a dois factores:
1. Quanto maior for o raio de curvatura da lente maior é a distância focal e vice-versa.
2. Quanto maior for a diferença entre o índice de refracção da lente e do raio, menor é a distância focal da lente.
Analisando isto na óptica da potência da lente percebemos que: quanto maior o raio de curvatura menor a potência e que quanto maior o índice de refracção da lente maior será a sua potência.

Óptica Geométrica

A Óptica Geométrica estuda a propagação da luz.
Os princípios em que se baseia a Óptica Geométrica são três:
Propagação Rectilínea da Luz:
1. Num meio homogénio e transparente a luz propaga-se em linha recta. Cada uma dessas "rectas de luz" é chamada de raio de luz.
2. Independência dos Raios de Luz: Quando dois raios de luz se cruzam, um não interfere na trajectória do outro, cada um comporta-se como se o outro não existisse.
3. Reversibilidade dos Raios de Luz: Se invertermos o sentido de propagação de um raio de luz ele continua a percorrer a mesma trajetória, num sentido contrário.
O domínio de validade da óptica geométrica é o de a escala em estudo ser muito maior do que o comprimento de onda da luz considerada e em que as fases das diversas fontes luminosas não têm qualquer correlacção entre si. Assim, por exemplo é legítimo utilizar a óptica geométrica para explicar a refracção mas não a difracção.
Todos os três princípios podem ser derivados do Princípio de Fermat, de Pierre de Fermat, que diz que quando a luz vai de um ponto a outro, segue a trajetória que minimiza o tempo do percurso.
A óptica geométrica fundamentalmente estuda o fenómeno da reflexão luminosa e o fenómeno da refracção luminosa. O primeiro fenómeno tem a sua máxima expressão no estudo dos espelhos, enquanto que o segundo, tem nas lentes o mesmo papel.
Para espelhos esféricos e lentes delgadas que verifiquem as condições de Gauss são verdadeiras as relações: (1) 1/f = (1/p) + (1/p´) e (2) (i/o) = -(p´/p); onde f é a distância focal do sistema;
p é a distância do objecto ao sistema (espelho ou lente); p´é a distância entre a imagem conjugada ao sistema; i é a altura da imagem conjugada e o é a altura do objeto.
No referencial de Gauss os pontos reais possuem distância positiva, enquanto que os pontos virtuais possuem distância negativa. Para sistemas convergentes a distância focal é positiva, enquanto que para sistemas divergentes a distância focal é negativa.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Tratamento Anti- Risco

Como diz o nome, o tratamento anti-risco nasceu da necessidade de aumentar a resistência contra riscos.
Existem diversas formas de realizar este processo, inclusive tratamentos de endurecimento por têmpera, dopagem do material e aplicação de camadas de materiais mais resistentes.
No caso de lentes oftálmicas de material orgânico, a solução mais adequada para a melhora da resistência contra riscos é a aplicação de uma camada de um material mais resistente.
Diferentes materiais possuem diferentes resistências contra riscos. As suas propriedades são medidas em mhos, uma escala logarítmica, que significa que, de um grau para outro, a resistência a riscos é dez vezes maior.

Pode-se dizer que um não vive sem o outro.
Portanto, sempre que se lança mão do anti-reflexo, recomenda-se usar também o anti-risco. Isto se deve ao facto da durabilidade do tratamento anti-reflexo estar intimamente ligada ao tempo de vida da lente e a capacidade do anti-risco ampliar a vida de uma lente já
está mais do que comprovada.
O anti-reflexo é aplicado sempre depois do anti-risco. Tal raciocínio pode soar contraditório à primeira vista, pois de imediato se pensa que o anti-reflexo será danificado, ou melhor, riscado, porque está desprotegido. Mas o detalhe é que ele é composto de materiais mais resistentes do que o próprio anti-risco.
Consequentemente, o anti-reflexo aplicado sobre uma superfície mais resistente a riscos terá uma durabilidade maior.

Tratamento Anti- Reflexo

É um tratamento ao qual as lentes oftálmicas são submetidas para eliminar reflexos indesejáveis, trazendo vantagens não apenas estéticas para os usuários de óculos, mas ganhos para a visão, pois o tratamento aumenta o contraste do que se vê. Além disso, ainda se tem os benefícios da camada hidrofóbica. O anti-reflexo pode ser empregado em todos os tipos de lentes: de cristal, orgânica, alto índice, policarbonato e fotossensíveis.
Um benefício importante do tratamento anti-reflexo dá-se em consequência da camada que repele água, a hidrofóbica, e que é aplicada por último. Seu objetivo é repelir a água e facilitar a limpeza das lentes.
Isso faz com que as lentes anti-reflexo não retenham pingos d'água, propicionando conforto em dias chuvosos, além de tornar imperceptível o embaçamento.
Em inglês, tratamentos aplicados sobre as lentes recebem o nome de coatings, isto é, camadas aplicadas sobre a sua superfície. O anti-reflexo enquadra-se nesta categoria; é um coating óptico, formado por camadas muito finas, cada uma com 80 nanômetros, cuja unidade equivale à milionésima parte do milímetro.
Desta forma, pode-se constatar que não existe risco em uma lente com tratamento anti-reflexo capaz de ser visto a olho nu. Caso seja possível enxergar algum risco na lente é porque o tratamento, naquele local, foi arrancado. Comparando, a grosso modo, um risco
visível em uma lente com tratamento anti-reflexo é como um arranhão feito com prego ou algum outro objeto pontiagudo na pintura de um carro, isto é, a lataria é riscada a ponto de retirar a tinta.
Para a compreensão do funcionamento do anti-reflexo, é preciso saber que diferentes materiais
possuem diferentes índices de refração, ou seja, oferecem diferentes resistências à passagem da luz.
Quando um feixe de luz sai de um material com um índice de refração e penetra em um outro com índice de refração diferente, uma parte desse feixe atravessa a interface e a outra parte é refletida.
A quantidade de luz que é refletida na passagem da luz pela interface entre os dois materiais depende da diferença entre os índices de refração.
O tratamento anti-reflexo é produzido em uma câmara de alto vácuo através da deposição por
evaporação de materiais. Cada uma de suas camadas é composta de um material diferente. A espessura das camadas, assim como a ordem em que cada uma é aplicada, é fundamental para o sucesso do tratamento.
É por isso que o anti-reflexo é denominado um coating de alta precisão. Se quaisquer das camadas for produzidas com um erro mínimo, haverá alterações – mudança de cor, por exemplo. Mesmo que tal incorreção seja de 5 nanômetros a mais ou a menos.